Categoria reclama da falta de pontos biométricos nos finais de linha

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"Se não houver uma providência por parte do poder público ou das empresas para que seja atendida a nossa reivindicação de instalação do ponto biométrico nos finais de linha, vamos paralisar os ônibus por algumas horas, em protesto, na semana que vem." O alerta foi feito nesta segunda-feira (12), pelo presidente do Sindicato dos Rodoviários de Belém, Altair Brandão.

Segundo ele, a ausência de pontos biométricos para medição da jornada diária dos rodoviários nas empresas também vem sendo verificada nos finais de linha de empresas rodoviárias de Ananindeua e Marituba. Essa situação contribui para que a paralisação dos ônibus alcance não apenas a capital, mas também os municípios de Ananindeua e Marituba.

Na Grande Belém atuam cerca de 14 mil rodoviários e estima-se que um milhão de pessoas utilizem os serviços de transporte coletivo urbano. Ainda não há convocação do sindicato para assembleia geral de rodoviários sobre o assunto, mas a categoria já se mobiliza para reivindicar seus direitos.

O protesto, como destacou Altair Brandão, foi a forma encontrada pelos rodoviários para chamar a atenção das autoridades e da população para o descumprimento desse item do acordo fechado entre empregadores e empregados, que pôs fim à greve deflagrada pelos rodoviários em maio deste ano e que durou cinco dias.

"Foi acertado que as empresas com até 150 ônibus teriam até cinco meses para instalar o ponto biométrico e as com mais de 150 carros teriam mais cinco meses para instalar o equipamento nos demais finais de linha", afirmou Altair Brandão. Ocorre que, como disse o sindicalista, a maioria das empresas rodoviárias não instalou o equipamento.

Segundo Altair, o prazo para a instalação do ponto biométrico terminou há um mês, e o sindicato constatou, nas empresas, problemas de empregado fazendo horas extras e não recebendo adequadamente. "O ponto biométrico vem justamente terminar com esse tipo de situação que penaliza o rodoviário", afirmou Altair Brandão.

O sindicato já comunicou a situação ao Ministério Público e Justiça do Trabalho, mas, até agora, nada foi concretizado para o cumprimento do acordo entre empresas e empregados.

"Não queremos fazer o protesto, a paralisação, mas estamos sendo levados a isso se nada for feito com relação à instalação do ponto biométrico nos finais de linha. A nossa previsão é parar os ônibus por algumas horas na próxima semana", arrematou.