Consumidores ainda estão na base da pesquisa para os presentes de Natal de 2018

O Liberal
Compras no comércio ainda aquecem, mas expectativa é otimista no setor (Fábio Costa)

As vendas para as festas do final de ano ainda não decolaram no centro comercial de Belém. Mesmo com o pouco movimento de compras, neste feriado de 15 de novembro- Dia da Proclamação da República- os consumidores já batem pernas pesquisando opções de presentes. As promoções da Black Friday, que cairá, este ano, na próxima sexta-feira (23), é uma das apostas para levar itens mais baratos para casa. Apesar das vendas ainda serem tímidas na capital, o setor varejista segue otimista. A previsão é de que o volume aumente em até 40%, em relação ao mesmo período de 2017.

Em uma loja de artigos de decoração e presentes, na travessa 15 de Novembro, no Comércio de Belém, esta manhã, vários consumidores estavam em busca de enfeites de natalinos. No entanto, poucos levaram os itens para casa. "Estamos com os produtos expostos desde o início de outubro e as vendas ainda estão fraquíssimas", lembra a vendedora Maria de Castro. Há 14 anos no mercado, ela acredita que em 2018, o consumo seja melhor que nos últimos três anos. "O Brasil está saindo da crise. Mas as pessoas ainda têm medo de comprar. Percebemos também que os itens aumentaram, em média, de 20%, este ano. E mesmo assim, vamos vender mais agora", acredita.

Quem também está otimista com o aumento das vendas é Moisés Corrêa. O lojista espera que elas decolem a parir da primeira semana de dezembro. "Os consumidores estão aguardando cair o 13º salário, pagar as faturas dos cartões de crédito, e depois disso, vão de fato, às compras", garante. Na sua loja de confecção infantil, ele ainda não se programou para as promoções da Black Friday - outra data do final do ano que impulsiona o comércio-. "As pessoas procuram os preços mais baixos e aproveitam a data para garantir os presentes de Natal", observa Moisés.

VENDAS

Já passa de meados de novembro e a operadora de caixa, Elaine Nascimento de Castro, 37, ainda pesquisa os artigos natalinos. Para deixar a casa preparada até o final de ano, ela estima gastar no máximo R$150. "Já tenho a árvore de Natal e vou atrás dos enfeites. É só para não passar em branco. Este ano está tudo mais caro e não podemos extrapolar o orçamento", conta. Em relação aos presentes, a família em 2018 não vai ter o pé da árvore cheio. Apenas a filha, de 7 anos, ganhará uma lembrança. "O limite é de R$100 de presente. Vamos viajar e o supérfluo deve ficar em segundo plano", completa.

Depois de casados, este será o primeiro ano que a dentista Erica Soares, de 29, e o analista de vendas, Adinaldo Júnior, de 37, vão passar juntos. E para deixar a casa em clima natalino, eles fizeram a reserva de R$300 para gastar com os enfeites. "Estamos pesquisando. O produto deve ser bom e não muito caro. Procuro também artigos dourados e vermelhos", diz a esposa que também, procura nas vitrines opções de presentes. "Não será um ano de comprar nada caro, mas quero levar coisas que agradem a todos. São apenas dez lembranças", conta. Já o marido, não se planejou financeiramente e avisa: "não fiz um levantamento de quanto devo gastar. Ainda não há valor limite. Os presentes serão conforme o perfil de cada um", garante Adinaldo.

Na casa de Dilcirene Castro, 53, este Natal, a sacola do Papai Noel estará cheio apenas com lembrancinhas. "Não é tempo de presentão. O Brasil não saiu totalmente da crise. Em casa, vou comprar lembranças para sete pessoas", explica a técnica de enfermagem. Na manhã de ontem (15), ela estava no comércio fazendo apenas pesquisas. "Não vou usar o 13° salário e nem passar nada no cartão de crédito. O melhor é economizar, procurar e depois comprar", ressalta.